quarta-feira, 11 de maio de 2011

Amor

                                         Amor


Amor quantos caminhos até chegar a um brejo,
que solidão errante até sua companhia !
Sequem os trens sozinho rodando com chuva 
em tal tal não amanhece ainda a primavera.


Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono , de água de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.


Pensa que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de baros,
pensa que separados por  trens e nações.


Tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nós
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa os cravos.

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